Monitoramento remoto de controladores Carel (ir33 e c.pCO) para câmaras frias
Controladores Carel estão em balcões refrigerados, câmaras frias e centrais de frio. Com o Friolink, os dados que eles já medem podem virar alertas escalonados e relatórios de cumprimento, sem trocar nenhum equipamento.
Atualizado 23 de outubro de 2026 · 4 min de leitura
Controladores Carel comuns na refrigeração
Na refrigeração comercial, dois tipos de controlador Carel aparecem bastante. A família ir33 cobre o controle de temperatura e degelo de balcões, freezers e câmaras. Segundo a Carel, toda a linha ir33 pode ser ligada a uma rede RS-485 para supervisão, com interfaces que encaixam no conector da chave de programação (como as IROPZ48500 e IROPZ485S0). Além do protocolo próprio Carel, o ir33 também fala Modbus, e o reconhecimento do protocolo é automático.
Já o c.pCO é um controlador programável, usado em centrais de frio, chillers e aplicações maiores. Ele suporta Modbus RTU e Modbus TCP e, com licença adquirida à parte, BACnet MS/TP e BACnet IP. Por isso, é comum encontrá-lo integrado a sistemas de automação predial.
Para supervisão local, a própria Carel oferece o boss (e, em instalações mais antigas, o PlantVisor).
Como o Friolink lê um Carel
Para a linha ir33, o caminho natural é o barramento RS-485 em Modbus: o bridge consulta temperatura, estados e alarmes de cada controlador pelo seu endereço. Para o c.pCO, dependendo da instalação, a leitura pode ser feita por Modbus TCP, Modbus RTU ou BACnet, se a licença estiver ativa.
O bridge do Friolink trabalha em modo somente leitura: consulta valores, não escreve parâmetros, não muda setpoint, não dispara degelo e não altera a configuração do controlador. Quem manda no frio continua sendo o controlador e o seu técnico de refrigeração.
A validação dos dados acontece em dois servidores. Se a internet cai, as leituras ficam guardadas no local e são enviadas quando a conexão volta, sem buracos no histórico.
Como é a implantação
O Friolink é compatível com controladores Carel e coleta os dados por Modbus (RTU ou TCP) ou BACnet, em modo somente leitura. Como cada instalação tem a sua aplicação e o seu mapa de variáveis, a implantação segue quatro etapas:
- Levantamento: modelo de cada controlador, aplicação instalada, mapa de variáveis e configuração da porta ou da licença BACnet.
- Conexão do bridge ao barramento que já existe, sem trocar equipamentos nem mexer na configuração do controlador.
- Validação das leituras: conferimos temperatura, porta e alarmes com o display de cada controlador.
- Alertas e relatórios ativos: entram em operação as faixas por equipamento, o escalonamento e os relatórios de cumprimento.
Alternativa ao boss ou complemento?
O boss é a supervisão local da Carel e faz bem esse papel. O Friolink não pretende substituir a ferramenta do fabricante para configurar ou operar a planta. O que ele faz é olhar a cadeia de frio de ponta a ponta: escalonar alarmes até uma central de monitoramento, cruzar porta com temperatura, gerar evidência de cumprimento e reunir várias lojas e depósitos no mesmo painel, inclusive com equipamentos de outras marcas e sensores próprios.
O que você ganha sem trocar equipamentos
- Alertas no app, e-mail, Telegram e WhatsApp, com escalonamento encarregado, técnico e central (Contact ID/SoftGuard).
- Regras combinadas: porta aberta 5 minutos E temperatura acima de 10 °C, por exemplo.
- Relatórios por período com mínima, máxima, média, % do tempo na faixa, minutos fora, excursões e quem confirmou cada alarme.
- PDF por equipamento e registro HACCP.
- Predição de falhas baseada em ciclos de compressor, recuperação após abertura e deriva térmica.
- Friolink TV em qualquer televisor.
O que precisamos para conectar
- Modelos dos controladores (ir33, c.pCO ou outro) e se têm placa RS-485 instalada.
- Endereços no barramento, velocidade e se a linha já está ligada a um boss ou PlantVisor.
- No c.pCO: aplicação instalada e se a licença BACnet está ativa.
- Lista de variáveis desejadas: temperatura de ar, sonda de produto, porta, alarmes.
- Faixas de temperatura por equipamento e lista de contatos para escalonamento.
- Ponto de rede e internet para o bridge.
Dicas práticas para alarmes que funcionam
Antes de ligar qualquer alerta, vale revisar a configuração dos próprios controladores com o técnico: diferenciais, intervalos de degelo e atrasos de alarme. Um ir33 com degelo frequente vai mostrar picos normais de temperatura; o Friolink aprende esse padrão, mas convém definir um atraso para não acordar ninguém sem motivo.
Na farmácia e na distribuição de medicamentos, a RDC 430/2020 da Anvisa exige monitoramento contínuo e registro documentado. Em serviços de alimentação, a RDC 216/2004 orienta o controle de temperatura na conservação. O Friolink gera os registros e os alertas que as normas pedem, mas o cumprimento depende também dos processos de cada empresa: procedimentos escritos, calibração, treinamento e ação corretiva documentada.
Sobre a marca
Carel é marca registrada de seu titular; o Friolink não é afiliado, não é revendedor nem parceiro oficial. O nome aparece aqui apenas para indicar compatibilidade técnica. Quer saber se a sua instalação é compatível? Fale com a gente pelo formulário do site ou em [email protected].
Perguntas frequentes
O Friolink funciona com Carel ir33?
Sim. O Friolink lê o ir33 via RS-485 em Modbus, em modo somente leitura. Na implantação levantamos o modelo, o mapa de variáveis e a configuração da porta.
Preciso de licença BACnet no c.pCO?
Só se a leitura for por BACnet. O c.pCO também oferece Modbus RTU e Modbus TCP.
O bridge altera algum parâmetro?
Não. Ele é somente leitura: não muda setpoint, degelo nem configuração.
Posso manter o boss?
Sim. O Friolink é complementar e pode conviver com a supervisão do fabricante, avaliando o melhor ponto de leitura em cada caso.